Os bons amantes são os melhores amigos

8 de Outubro de 2008

Cumplicidade – no bom sentido da palavra – é tudo em um casamento e ela se origina na amizade.

Durante essa semana minha esposa precisou realizar tarefas que exigiram muito dela, pois é época de entrega de provas, notas, etc. Perguntei se poderia ajudar em alguma coisa e ela respondeu: - “fofo (sempre me chama assim), essa parte é comigo mesma. Mas, muito obrigado por sua disposição em me ajudar”.

Aí, pensei: - “não posso ficar à toa enquanto minha garota está sobrecarregada de trabalho. Tenho que fazer algo por ela”. E, nos três ou quatro dias em que aquela “beleza personificada” debruçava-se no computador, decidi fazer algumas tarefas domésticas (sobre as quais não entrarei em detalhes, pois fiz muitas coisas – a meu ver, rsrsrs). Posso dizer que fui um “dono de casa” (dentro de minhas limitações masculinas) e que ela não reclamou um pouquinho… Recebi elogios e bons beijos e abraços de gratidão (o que é muito bom!)

Meu objetivo não é falar do meu casamento em si, que é um presente que Deus me deu, e muito menos do que faço ou deixo de fazer. Isso porque sou imperfeito, já magoei minha esposa e creio que o único modelo de relacionamento é o que há entre as Três Pessoas da Trindade (João 17:22, 23; Judas 1:20, 21). Estou escrevendo sobre minha experiência dessa semana (e parte do final de semana) apenas para ilustrar a importância da amizade numa relação.

Nayara e eu fomos amigos antes de namorarmos. Conheci-a em Belo Horizonte quando palestrava numa igreja (ela estava toda linda, cantando). Durante meses trocarmos e-mails (até 20 por dia, senão mais) e pelo MSN decidimos namorar. No mesmo instante, oramos juntos pelo Messenger pedindo a bênção de Deus sobre nosso namoro e, a partir dali, além de amigos nos tornamos namorados.

Bons namorados são primeiramente bons amigos. Bons casais são primeiramente bons amigos e noivos. Marido e mulher, para terem êxito no relacionamento conjugal, precisam continuar sendo ótimos amigos, namorados e noivos (além de amantes um do outro, é claro).

Veja que a amizade tem que estar presente do início ao fim. Por quê? Porque ela nos ajuda a entender as necessidades, a compreender os defeitos e a ter paciência com o outro. Ajuda-nos a ver mais as qualidades que as imperfeições da pessoa amada. Faz com que sejamos cúmplices de modo que seremos motivados todos os dias a agradar a pessoa por quem nos apaixonamos. Finalmente, um lar onde existe a amizade, o convívio, a cumplicidade, o exercício da paciência e Deus como o “Hóspede honrado”, será feliz de verdade!

É por isso que o simples “ficar” com alguém é danoso para as relações futuras (ainda há tempo de abandonar esse “estilo de vida”). Quem “fica” não é amigo de verdade, não exercita a paciência, cumplicidade e o compromisso, tão fundamentais para uma relação. A felicidade no amor não está na quantidade de parceiros (as) que se tem, mas na qualidade da pessoa com quem você convive.

- É a falta de amizade que leva muitos casais a viverem “acasalados” e não casados (como disse a escritora cristã Ellen White);

- Sem amizade é mais fácil pensar em “desistir”;

- Sem amizade o amor não é alimentado com os pequenos detalhes que trazem alegria à vida;

- Sem a amizade não há entendimento sobre o outro e os resultados são as brigas e a frustração.

Ou seja, a ausência da amizade é o resultado da presença do orgulho, do “eu”.

Seja primeiro amigo (a) de alguém para depois enamorar-se, noivar, casar e ter relações sexuais. Seguindo essa “ordem cronológica conjugal”, você encontrará a alegria em amar.

Persevere, faça de tudo por seu namoro (noivado ou casamento) e decida todos os dias ser o (a) melhor amigo (a) da pessoa que está ao seu lado. Depois me conte como está sendo sua vida amorosa baseada na amizade.

“Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” Provérbios 27:17.

Não durma se estiver de mal com alguém

27 de Agosto de 2008

É melhor dormir em paz do que se deitar com o orgulho ferido e não se reconciliar com o seu próximo. Afirmo isso por experiência. Ao deixarmos de perdoar ou de darmos a outra pessoa a oportunidade de compreender o que nos deixou magoados, estamos causando tamanho dano ao nosso relacionamento e a nossa saúde emocional que poderemos colher resultados muito ruins se não mudarmos esse tipo de comportamento o mais rápido possível (veja que ainda há tempo…).

A forma como fomos criados determina a maneira como lidaremos com os conflitos. Isso é evidente em minha vida, pois, com 29 anos de idade, ainda luto contra o meu “eu” para saber agir corretamente com os embates que surgem na vida. Eles são inevitáveis e cabe a cada um aprender com Deus e com o outro (que está mais próximo de nós – o cônjuge, por exemplo) algum método para que as soluções sejam encontradas rapidamente e assim o relacionamento (entre pais e filhos, amigos, marido e mulher) não perca o brilho que o cerca nos momentos de alegria.

Não é fácil, mas também não é impossível, pois Deus é quem efetua no ser humano tanto o querer resolver os conflitos quanto o conseguir solucioná-los (Filipenses 2:13). Se dependesse somente de nós, estaríamos destinados (por nós mesmos) a ficarmos sozinhos a vida inteira, pois ninguém suportaria a nossa presença.

Alguns tiveram uma criação melhor do que outros e, por isso, resolver os problemas de relacionamento não é tão difícil para eles. Mas, para outros, isso é uma barreira terrível a ser superada porque desde a infância foi mais fácil e menos doloroso fugir das situações de estresse. Por isso, quero lhe dar alguns conselhos, que irão servir também para mim:

Não fuja. Aprenda com essas pessoas a forma como devem ser resolvidas as divergências. Fale com Deus sobre essa sua dificuldade. Busque ajuda de pessoas experientes para saber lidar com os momentos de tensão. Abra o coração (com empatia) para a pessoa que você ama e com quem está magoado (a). Esse exercício precisa ser praticado sempre que aparecerem os problemas durante relacionamento. Com o tempo de prática, notará que ficará mais fácil ser autêntico (a). E isso lhe tornará uma pessoa mais feliz.

Se de início não conseguir falar com o outro, mande pelo menos um e-mail ou um torpedo via celular. Isso dará ao outro (a) a oportunidade de saber que continua o (a) amando e também a permissão de poder lhe falar o que também está sentindo ou pensa sobre o assunto. Assim, depois de uma discussão saudável, os problemas serão resolvidos e a relação será melhor que antes.

E, nunca esqueça: cada desavença superada é mais um prêmio que você recebe na arte de se relacionar.

Deus nos ajude a termos consciência do que realmente significa isso…

O que há de bom nas baladas?

7 de Agosto de 2008

ban esperanca2008 1 2 - ban esperanca2008 1 2

“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do SENHOR, e nessa lei medita dia e noite. É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva. Por isso os ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores na comunidade dos justos. Pois o SENHOR aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição!” Salmo 1.

Acredito que só com a leitura desse capítulo você já poderia fechar a página do blog e sair para fazer outras coisas. Mas, peço mais um pouco de sua atenção para repartir com você a minha experiência com as “baladas”. Com qual objetivo? Ajudar-lhe a escolher com sabedoria o caminho que será melhor para a sua felicidade presente e eterna.

Desde criança meus pais me ensinaram a nunca ir a boates. Especialmente meu pai, por ser militar e conhecer muitos perigos de perto…

Com 15 anos de idade fui visitar um amigo na cidade de Iraí, interior do RS. Lá, pela primeira e única vez desobedeci ao que meus pais haviam dito sobre o não ir à baladas. E tive uma experiência nada agradável.

Primeiro, ao entrar naquele lugar, senti um clima muito pesado e carregado. O Espírito Santo já atuava em mim porque aos 12 anos havia feito a seguinte oração a Ele: - “Deus: ajude-me a encontrar a Sua igreja verdadeira aqui nesta Terra”. Mesmo sentindo um mal-estar inicial, decidi ficar conversando com meus “amigos”.

Durante a festa parei para analisar o comportamento de todos os que lá estavam. Encontravam-se felizes, mas não precisei ser um cristão para ver que aquela era uma falsa felicidade, pois alguns estavam bêbados, drogados e lá fora era possível ver jovens deprimidos depois do êxtase inicial.

Num determinado momento, senti ali dentro que havia forças sobrenaturais influenciando os jovens e tentando me influenciar também. Meu coração acelerou e senti algo tão ruim como senti ao me deparar em certa ocasião com uma pessoa possessa por um demônio. O desconforto foi tão grande que saí de dentro da boate e deixei o meu melhor amigo lá, sozinho.

Enquanto estava sentado no banco da praça que ficava próxima ao lugar da festa, uma moça chegou do nada, quis “ficar” comigo e aceitei. Afinal, não tinha nada pra fazer e estava triste por ficar só. Alguns minutos depois aquela jovem que achei ser uma boa companhia me ofereceu bebida alcoólica. Eu disse: - “muito obrigado, não bebo”.

E, depois de “conquistar minhas afeições”, ela me ofereceu um cigarro de maconha. Argumentou: -“veja só, eles estão fumando e estão bem. Vamos fumar um também?”

Naquele momento tive a certeza de que ali não era o meu lugar. O Espírito Santo me impressionou e decidi arrumar uma “desculpa” para me livrar daquela garota e fui embora.

Não pude entrar em casa a noite toda porque estava visitando meu amigo e, se voltasse sem ele, os pais descobririam tudo. Por isso, tive que ficar caminhando pela cidade, acompanhado de minha solidão e frustrado durante a madrugada inteira até o horário em que meu amigo saiu da boate caindo de bêbado. Chegamos na casa dele quando estava quase amanhecendo.

Vou lhes dizer uma coisa, queridos amigos: aquela caminhada de quase uma noite me levou a refletir na vida e ver o quanto era importante ter obedecido aos meus pais. Hoje, dou graças a Deus por Ele ter me livrado naquele momento da bebida, das drogas e do sexo fora do casamento. Por um triz a minha vida foi decidida e, se tivesse tomado a decisão errada naqueles poucos minutos, não estaria aqui agora, escrevendo para vocês!

Não vá a uma boate para descobrir que lá não é o seu lugar. Aprenda com a minha história e não se arrisque por pouca coisa. O que Deus tem a lhe oferecer é muito mais que uma alegria passageira e que termina em depressão (ou vício): Ele quer lhe dar a vida eterna e a oportunidade de freqüentar outros mundos habitados onde o pecado não entrou (1 Coríntios 4:9; Romanos 8:19).

Deus pode tocar o coração de alguém dentro de uma boate, pois o fez comigo. Mas, não arrisque, pois poderá acontecer de não ter a mesma “sorte”. Obedeça à Palavra de Deus (lembre-se do Salmo 1, transcrito logo no início) e decida hoje mesmo não ir a lugares onde os demônios dançam, bebem e levam as pessoas a praticarem todo tipo de imoralidade e depravação. Não permita que o inimigo lhe seduza com falsos prazeres que não trazem a verdadeira felicidade. Não o deixe tirar sua saúde e colocar a sua vida em risco.

Digo por experiência: não vale a pena!

Não derrame suas lágrimas por alguém que não as merece

1 de Julho de 2008

Hoje pela manhã li o e-mail desesperado de uma amiga que está em profunda depressão porque o marido, depois de 30 anos de casamento, resolveu deixá-la para, possivelmente, ficar com outra “mais jovem”. Conheço pessoalmente essa jovem senhora, mãe de duas filhas e vó de netos. Mesmo vivendo em boas condições financeiras ela sempre foi uma pessoa humilde, amável com todos, esposa dedicada, mãe amorosa e excelente cristã. Mas, infelizmente o inimigo colocou a mão no lar dela e hoje minha querida amiga está sem saber o que fazer, assim como muitas pessoas que sofrem por amar alguém que as despreza.

Escrevi para ela e as poucas palavras de aconselhamento que dirigi (o que mais poderia fazer era “ouvi-la”) foram suficientes para que me motivasse a lhe escrever, querida (o) internauta, que talvez esteja sofrendo por amor ou conheça alguém que se encontra na mesma situação.

Todos já sofremos por amor, seja por falta de valorização da parte da pessoa amada, ausência de afeto, traição… Mas, acredito que toda a pessoa que se apega a Deus num momento desses – de extrema dor emocional – poderá até perder a luta, mas jamais a batalha da vida! É preciso ter , coragem para encarar o problema de frente e decidir ser feliz.

Quero aproveitar para lhe dar alguns conselhos que irão lhe ajudar em seus relacionamentos.

Primeiramente, nunca esqueça de que você tem muito valor para Deus e para as pessoas que estão ao seu redor (e que realmente lhe amam). Não se sinta indigna (o) se outro (a) não corresponder ao seu amor (a menos que você seja a pessoa culpada por isso), pois o Criador lhe considera tão preciosa (o) que se transformou em carne para morrer pelos seus e os meus erros, pagando a nossa dívida para com a Lei de Deus (João 1:1-3; 14). O seu preço é a vida da Segunda Pessoa da Divindade (Romanos 5:7, 8; Hebreus 9:14); nada há no universo que seja tão caro como você!

Em segundo lugar, valorize-se. Se Deus lhe amou tanto a ponto de deixar o Céu para lhe salvar, você é obrigada (o) a dar valor aos seus sentimentos. Se o outro está lhe rejeitando, não permita que continue pisoteando o seu coração! A Bíblia diz que devemos amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39, ou seja: se amarmos alguém mais do que a nós e tolerarmos abusos físicos ou emocionais, estaremos pecando. Sim: se permitirmos que nossa vida se despedace por alguém que não prioriza a nossa felicidade, estamos agredindo o corpo, algo sagrado para o Senhor (1 Coríntios 6:19, 20. Ver cap. 3:16, 17).

Portanto, valorize a si mesma (o) e aquelas pessoas que lhe valorizarem. Não estou dizendo para fazer inimigos (Mateus 5:44), mas, lhe orientando a direcionar os seus sentimentos – e derramar as suas lágrimas – apenas por alguém que as mereça. Hoje sou feliz por internalizar esse conceito.

Não estou insinuando que deve desistir de reconquistar a pessoa que ama. Você pode – e deve – demonstrar ainda afeto. Mas, isso precisa ser feito sem que se rasteje. Quanto mais se humilhar, mais o outro lhe fará de capacho. E ninguém merece ser tratado assim!

Se após o afeto que dedicou; a conversa saudável que teve na qual pediu perdão; se dispôs a “colocar todos os pingos nos Is” e mesmo assim o outro (a) continua querendo ir embora, deixe que vá. Até mesmo Deus, que tem todo o poder, respeita o livre-arbítrio dos outros… Imagine se nós, mortais, poderemos impedir alguém de parar de nos amar…

O outro (a) pode escolher amar você se quiser. Para isso, essa pessoa abusadora precisará amadurecer para a vida e entender que a felicidade não está na quantidade de parceiras (os) ou na “troca”, mas na qualidade da pessoa que nos ama e na perseverança em permanecermos na mesma relação. Alguns precisam “bater com a cabeça na pedra” para aprender isso e, quando o percebem, já é tarde demais… Pense 1000 vezes antes de deixar alguém que ama você. Amante algum jamais conseguirá suprir todas as suas necessidades do mesmo modo que o seu cônjuge. Isso é provado cientificamente. (Para conferir essas informações poderá ler o livro “Ela Precisa – Ele Deseja”, do Dr. Willard F. Harley Jr. Editora Candeia).

E você que está sofrendo por amor apegue-se a Deus e lembre-se que para curar a ferida causada por um grande amor, só outro grande amor… No tempo certo, é claro (sobre isso poderemos falar noutra ocasião).

Derrame suas lágrimas para deixar a emoção sair e poder ficar curada (o). Mas, siga um conselho de um amigo que está aqui do outro lado e que quer lhe ver feliz: derrame sim suas lágrimas, mas, só continue derramando-as se a pessoa voltar a merecê-las!
Siga a sua vida confiante de que aquele ditado que diz: “se não me quer, tem quem quer” é verdadeiro! E, se ficar provado que a outra pessoa não merece as suas afeições, Deus colocará no seu caminho alguém que lhe ame de verdade e que lhe dê o devido valor que todo filho dEle tem.

Deus é o Deus das novas oportunidades. E você terá novamente a chance ser feliz! Acredite.

Quem é vivo aparece

23 de Junho de 2008

Olá, meus queridos internautas! Depois de tê-los literalmente “abandonado”, estou aqui “de joelhos” em frente ao computador (rsrs) pedindo desculpas por não ter mantido contato com vocês. Espero que aceitem minha “justificativa”, voltem a acessar o blog e continuem mandando os e-mails de vocês, que são muito importantes para mim.

Tive a felicidade de me casar no dia 27 de abril desse ano com uma mineira muito querida, linda e amável. Hoje, para a minha felicidade, ela chama Nayara Pereira Viana de Quadros. Deus me deu um verdadeiro presente que tem me motivado a seguir firme na caminhada cristã rumo ao Céu.

Depois de me casar em Belo Horizonte, fui curtir a lua-de-mel em Gramado, RS (não fiquem com inveja, rsrs). Aproveitei a estadia no meu RS e visitei meus pais, avós, irmã, cunhado e sobrinha. Em seguida voltei para a capital mineira juntamente com minha esposa para pegarmos algumas coisas e virmos para o nosso novo lar em Jacareí, SP.

São tantas as novidades que não tenho como contar tudo! Um dia consigo…

De volta ao trabalho na Rede Novo Tempo, estou com novos desafios, respondendo muitas dúvidas por cartas e e-mails, realizando gravações na rádio e na TV, etc. Mas, a saudade que tenho do contato com vocês no blog impede-me de desistir da comunicação on-line. Digo isso de coração porque cada um de vocês (em primeiro lugar Deus) é a motivação para que separe parte do tempo para repartir, via web, algo de minha experiência como conselheiro espiritual.

E, espero continuar contando com vosso carinho, amizade, incentivo e sugestões para meus artigos e crônicas.

Sendo que o ditado diz: “quem é vivo aparece”, estou de volta para fortalecer os laços de amizade que temos e investir para que eles se estendam – pela graça de Jesus Cristo – até a eternidade.

Abraços!

Ps: não deixem de ver a página “Aconselhamentos”. Disponibilizei dois novos casos.

O amor alcançará a vitória em 2008

24 de Dezembro de 2007

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” Salmo 90:12.

No final de cada ano gosto muito de refletir nas palavras deste Salmo e fazer um “balanço” da minha vida para que eu aprenda a ser mais sábio (se não souber administrar minha própria vida serei um fracasso). Como você meu querido (a) internauta tive derrotas e vitórias, mas, tenho treinado minha mente (com a ajuda Divina) para relembrar mais das conquistas que das perdas. Este é um princípio de saúde mental que Filipenses 4:8 nos convida a cultivar todos os dias.

Analisando o que fiz no ano de 2007, no momento em que escrevo este artigo reforcei ainda mais uma idéia que apenas passava rapidamente pelos meus pensamentos: viver só para existir é tornar a vida medíocre. Precisamos fazer a diferença no mundo e na vida das pessoas que amamos (e na vida dos que não amamos – Mateus 5:43-48). Quando vivemos também para fazer os outros felizes, a vida passa a ter um significado todo especial porque não a estamos vivendo sozinhos, fechados em nosso “casulo” existencial.

Por isso, vou escrever um pouquinho sobre o amor.

Nos períodos de Natal e final de ano não precisamos “encher a cara” para esquecer das dificuldades, mas aproveitar tais momentos para decidir, de maneira consciente, amar mais as pessoas no próximo ano. Gosto muito de uma frase que diz: “o amor alcança a vitória quando são impotentes o argumento e a autoridade.” (Ellen White). Ela nos ensina que é através do amor podemos conquistar as vitórias que desejamos – especialmente nos relacionamentos - e não utilizando o argumento ou a autoridade. Não podemos argumentar ou obrigar que as pessoas nos amem. Mas, podemos amá-las para “contagiar” o coração delas e esperar (sem se iludir) que elas correspondam.

Isso não significa rastejar-se e perder a dignidade, pois, se não nos amarmos, os outros também não mos amarão. O que quero lhe incentivar é primeiro buscar “encher o tanque de amor” dos outros para que depois eles completem o seu “tanque de amor”. Digo completar porque só em falar a linguagem de amor de outras pessoas, estará enchendo o seu coração de amor, pois o amor está mais em doar-se do que pedir que alguém nos ame.

Faça um “balanço” da sua vida e veja as coisas legais que conquistou e no que pode melhorar como indivíduo na questão do amor. Olhe para o personagem central do Natal – Jesus Cristo – e aprenda com Ele como amar e lidar com o falho ser humano. Mesmo que Cristo não tenha nascido no dia 25 de dezembro, aproveite esta data, em que estamos mais sensíveis, para fazer desse momento – e do próximo ano – um motivo de alegria para você e o próximo. A Bíblia não considera um erro você se alegrar no Natal e continuar com esta alegria no próximo ano, pois, quando um anjo se aproximou de alguns pastores de ovelhas para lhes contar que Cristo havia nascido, disse: “… Estou lhes trazendo boas novas DE GRANDE ALEGRIA, que são para todo o povo… lhes nasceu o Salvador” Lucas 2:10, 11.

Aproveite o momento em que está com os seus queridos e encha o tanque de amor deles. Se estiver longe e não puder fazer isso pessoalmente, dê um telefonema, mande um e-mail, faça qualquer coisa para que os seus familiares saibam que independente da distância, eles continuam sendo objetos do seu amor. Isso fará uma diferença na sua vida e na vida deles…

Obrigado querido (a) internauta por você ter feito parte da minha história neste ano de 2007. Muito obrigado porque através de cada recado, e-mail ou cadastro seu no meu blog de aconselhamento, você encheu o meu tanque de amor, tornando-me uma pessoa melhor. Ainda quero crescer muito ao seu lado.

Peço a Deus que em 2008 você tenha muitos dos seus sonhos realizados e que por meio do amor você alcance as vitórias que tanto deseja.

Como não estou em meu computador, não lhe mandei um e-mail avisando que escrevi um novo artigo. Mas, se está lendo, é porque Alguém muito especial lhe avisou no meu lugar.

Um forte abraço e até o final de janeiro,

Leandro Quadros.

O texto que eu JAMAIS gostaria de ter escrito neste blog

13 de Dezembro de 2007

Querida família da Igreja Adventista, da Igreja Cristã e amigos deste blog,

Os seus familiares da rede Novo Tempo estão em lágrimas porque perdemos – por um instante - às 7h05min da manhã desta quinta-feira, 13 de dezembro, um grande Anjo da Esperança: o Pastor Milton Souza, nosso Diretor Geral. Há pouco mais de dois meses, ele vinha lutando bravamente contra um câncer.

Não é fácil imaginarmos a Novo Tempo e o programa de TV “Anjos da Esperança” sem o sorriso amigo do querido Pastor Souza, mas a força que ele transmitiu à família e o recado que ele deu ao Pastor Valdeci Júnior quando o Senhor o havia preparado para o descanso está nos fortalecendo. Não temos dúvidas de que as últimas palavras que ele conseguiu proferir com dificuldades ao nosso colega são as mesmas que ele gostaria que fossem transmitidas a você que orou por ele e que, agora, continua em sua jornada neste mundo de pecado e sofrimento: “a Miriam (esposa) e as meninas (filhas) já aceitaram. Aceitem os planos de Deus”.

Percebeu querido (a) amigo (a)? Os anjos de Deus estavam ao lado do leito dele quando conseguiu dizer tais palavras para você e para nós aqui da Novo Tempo. Como humanos, gostaríamos de ter todas as respostas aos porquês da vida, especialmente para o caso do nosso querido pastor, por quem oramos tanto. Em vários lugares do mundo, nos unimos em oração (João 17:21) para que Deus operasse o milagre, mas, isso não aconteceu. Mesmo não tendo todas as respostas que gostaríamos de ter, queremos que as palavras do Pastor Milton Souza e a certeza que ele tinha na volta de Jesus e na ressurreição dele, alimentem em seu coração a certeza de que Deus continua no comando de tudo (Daniel 2). Logo, o sofrimento deixará de existir (Apocalipse 21:4) e notícias como esta nunca mais precisarão ser publicadas.

O Pastor Souza “respirou Novo Tempo” e, por isso, cremos que no Céu, quando Jesus voltar, ele vai querer dar aquele abraço bem apertado em cada um de nós que oramos por ele e que continuamos acreditando no trabalho de pregação pela mídia que ele tanto amou.

Antes de descansar no Senhor, o Pastor Milton pediu que a família dele cantasse um hino do Hinário Adventista: “Sou Feliz Com Jesus”, número 230. Para nós da Novo Tempo, este foi um dos maiores milagres do qual tivemos informação em todo este tempo de existência da instituição. Não podemos imaginar que estrofe desta música mais chamou a atenção do grande servo de Deus naqueles momentos, mas imaginamos, pelo que conhecemos do nosso querido líder que conviveu conosco pouco mais de 5 anos, que foi esta: “Oh, seja o que for, Tu me fazes saber que feliz com Jesus hei de estar”.

A confiança que o Pastor Milton manteve em Deus, mesmo nos momentos mais dolorosos do tratamento dele, fez a diferença na vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. A esperança que ele tinha no coração é uma Bíblia aberta que reforçou a nossa fé de que mesmo andando “pelo vale da sombra da morte, os que confiam em Deus não temem mal algum porque o Senhor está com eles” (Salmo 23, adaptado).

Sabe qual é o texto que serviu de base para a composição do hino número 230? João 14:27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, sem se atemorize”. Isto não foi por acaso! Vamos orar para que esta paz de Jesus que fazia parte do coração do Pastor Milton conforte a todos nós neste momento de dor, especialmente a Miriam, esposa que esteve ao lado dele em todos os momentos; as filhas Elise e Ellen e os genros Rafael e Hiram.

A família do Pastor Milton e a família Novo Tempo precisam muito de suas orações. Mas, em nosso coração está a esperança da breve volta de Jesus (João 14:1-3) quando o encontraremos novamente e juntos cantaremos, quem sabe, o hino “Sou Feliz com Jesus”.

Um abraço da Família Novo Tempo e nosso muito obrigado.

Leandro Quadros.

Observação: Para obter informações a respeito do sepultamento do Pastor Milton, você poderá acessar o blog: http://miltonsouza.blogspot.com

Dói saber que não sou perfeito

19 de Novembro de 2007

Com certeza, você já fez algo que gostaria de nunca ter ao menos imaginado fazer. Isso aconteceu comigo há poucos dias. Se pudesse voltar atrás, teria reagido de maneira diferente diante de uma situação que me deixou bastante irritado e me tirou o sossego…

Podemos reagir de maneiras diferentes diante das coisas ruins que nos acontecem: continuar errando ou tirar lições para aprendizagem. O segundo item só é possível pela atuação sobrenatural de um Poder Maior (Deus – João 16:7-13) e agradeço a Ele por ter tocado meu coração e me ensinado que não sou infalível. Parece mentira, mas, na prática, eu ainda não tinha isto bem claro em minha mente…

Quando desabafei com uma amiga sobre o que tinha me acontecido, ela me escreveu (entre muitas outras coisas):

“Mesmo estando conectado a Deus 24h por dia, NINGUÉM É INFALÍVEL!!!!!

Deus usou minha querida amiga Joeide (é internauta fiel deste blog e minha madrinha de casamento!) para relembrar-me de que o Leandro Quadros comete falhas. Que nos caminhos sinuosos da vida ele irá tropeçar, pois, mesmo tendo sido transformado por Jesus, continua sendo um ser humano que, enquanto viver, precisará passar diariamente pelo processo de santificação (Hebreus 12:14), que é parecer-se mais com Cristo a cada dia.

Não estou escrevendo a você para me justificar ou estimular-lhe a fazer o mesmo quando errar. Pelo contrário: quero lhe motivar a reparar seus erros e, ao mesmo tempo, lembrar-lhe de que não é perfeito (a). Se entender que é limitado (a) amará mais a si mesmo (a), não se cobrará tanto e sua vida terá mais paz. Digo isto por experiência: cobrar de nós mesmos mais do que podemos dar gera uma fonte de ansiedade que passa a jorrar por todo o nosso corpo, inundando especialmente a nossa mente com as águas da frustração. O resultado não pode ser outro: enfermidade física ou emocional.

Reconheça o seu valor como ser humano, mas nunca use isso como pretexto para pisar nos outros. Ao mesmo tempo, quando errar, seja humilde, arrependa-se, peça perdão a quem feriu, repare os erros e se ame o suficiente para não continuar se atormentando.

Ao reconhecermos que não somos perfeitos, recorremos Àquele que é perfeito. Reconhecendo a nossa impotência para sermos pessoas boas o tempo todo, Deus pode atuar com a onipotência dEle para nos transformar. Já quando cobramos muito de nós mesmos sem darmos ao Criador a chance de nos mudar no tempo dEle, nos tornamos egoístas (nada humildes…) e nos colocamos no lugar de Deus, sendo nossos próprios “deuses”. E isso é idolatria (Êxodo 20:4, 5; Mateus 4:10).

Agradeço a Deus por ter me ensinado que dependo dEle a todo instante para ir me tornando uma pessoa melhor. E O amo ainda mais por sentir que Ele me perdoou, entende os meus sentimentos e respeita o meu tempo para a mudança.

Vamos decidir juntos colocar Deus no trono da nossa vida, para nos tornarmos o tipo de pessoas que Ele deseja? Peça a um amigo (a) para tomar este propósito com você e a caminhada de ambos se tornará muito mais fácil, pois um motivará e ensinará o outro a lidar melhor com as próprias falhas. “As pessoas aprendem umas com as outras, assim como o ferro afia o próprio ferro.” Provérbios 27:17 – NTLH.

Vencendo a timidez que impede de viver – Parte 1

18 de Outubro de 2007

Recebi de uma internauta a sugestão de escrever sobre a timidez, e é sobre isso que irei refletir com você neste momento.

O que é a timidez? Não usarei o dicionário para definir o termo, mas transcreverei os conceitos que esta amiga me apresentou por e-mail:

- “Limitadora de ações”;
- “Espantadora de oportunidades”;
- “Ocultora de qualidades”.

Que definições sábias! A timidez impede a pessoa de agir naturalmente e de ser ela mesma. Isso é um mecanismo de “defesa” aprendido em uma experiência de vergonha durante a infância e que pode permanecer a vida toda se não for trabalhado. Por exemplo: se quando você era criança seus pais lhe repreenderam por tocar nos seus órgãos sexuais na frente (ou não) das pessoas, você pode ter desenvolvido a chamada “vergonha tóxica”, que lhe causa vergonha de si e faz com que se ache indigna (o). Por causa dela, há pessoas casadas que por causa desta vergonha internalizada por causa conduta dos pais (“filha (o), não toque o seu órgão sexual porque isso é muito feio, é pecado”), se sentem “pecadoras” quando fazem sexo com o cônjuge.

Lembro-me muito bem do quanto sofri desnecessariamente por causa da timidez. Na infância e na adolescência, não conseguia levantar a mão em sala de aula com medo que as pessoas me notassem. A minha cura veio de uma forma milagrosa, pois a partir do momento que passei a crer em Jesus Cristo, mudei repentinamente (tanto que trabalho em TV e rádio). Não posso lhe explicar cientificamente o que ocorreu na minha vida, mas, quando olho para trás e vejo o que Deus fez, me pergunto: “como pude mudar tanto?”

O Criador pode fazer um milagre em sua vida como o fez na minha. No meu caso, Ele não fez uso de um terapeuta para me ajudar. Mas, pode acontecer de Ele preferir fazer isso com você se perceber que precisa crescer, também com seus esforços, nesta área. Afirmo isso por experiência: enquanto fui curado instantaneamente da timidez, de outros problemas não. O Senhor permitiu que continuasse com eles para que tivesse a oportunidade de me desenvolver e adquirir maturidade ao depender mais dEle.

Minha amiga aqui do blog também escreveu que a timidez é uma “espantadora de oportunidades”. É impossível enumerar neste espaço o número de oportunidades que perdi quando era tímido e creio que com você aconteceu o mesmo. Às vezes, perdemos a chance de sermos felizes em um bom trabalho, num relacionamento promissor e de fazermos amigos de verdade por causa deste sentimento escravizador. Acredito que um dos maiores malefícios do acanhamento (entre os três que a sábia jovem citou) é a capacidade que ele tem de ocultar as qualidades. Quantos têm um coração maravilhoso e não conseguem abri-lo diante dos outros para iluminar a existência deles! As pessoas precisam conhecer a sua essência para que lhe amem e respeitem de verdade.

Decida lutar para deixar de ser tímida (o), pois estará investindo em qualidade de vida ao se libertar desta prisão. Assim, você desenvolverá relacionamentos de qualidade com os outros e com você mesma (o).

No próximo artigo lhe darei algumas dicas para lidar com este problema.

Vencendo a timidez que impede de viver – Parte 2

18 de Outubro de 2007

A seguir, quero lhe apresentar algumas sugestões para vencer a timidez, resultante da vergonha tóxica:

1) Invista em um relacionamento em que possa dar e receber amor. Quando se sentir amada (o) de verdade, diminuirá o medo da rejeição (totalmente ou parcialmente), um dos motores que impulsionam os sentimentos de medo e vergonha;

2) Não se preocupe tanto com o que os outros pensam de você, pois nunca poderá agradar a todos da mesma forma e ao mesmo tempo. Por isso, faça o que estiver ao seu alcance para que tenham uma boa impressão de sua pessoa e o mais, deixe a critério deles. A visão que terão de você será formada sim por sua conduta, mas, especialmente pela forma como eles querem lhe olhar. Se o Senhor Jesus Cristo com todo o amor dEle não contentou a todos, imagine você eu! Portanto, relaxe;

3) Preocupe-se mais com o que Deus pensa de você. Se o “Presidente” de todo o universo lhe ama com amor incondicional (Jeremias 31:3), lhe criou à imagem e semelhança dEle (Gênesis 1:26, 27) e pagou a sua dívida de pecado na cruz [Romanos 5:7, 8], porque não reconhecer o seu valor como pessoa?

Se sente a impressão de que as pessoas estão lhe analisando a todo instante, há a possibilidade de ter baixa auto-estima ou outro problema de ordem emocional. Pode acontecer de se confundir timidez com fobia social (ou, de ter as duas coisas). Avaliação psicológica é recomendada também em tais casos;

4) Não exija muito de si. É importante reconhecer os seus defeitos para crescer e jamais para se depreciar. Aceite o fato de que tem limitações e que não lhe é proibido errar. Não é bom cometer erros, mas, pior do que isso é não aprender com eles. Se falhar, encare o acontecimento como uma oportunidade para crescimento;

5) É importante agir de maneira diferente para quebrar seus padrões de comportamento (timidez). A amiga que me sugeriu escrever este artigo está no caminho certo, pois lutou e aceitou fazer algo que não aceitaria antes por causa da vergonha;

Se jamais falaria em público, o faça, nem que sua camiseta possa ser torcida de tanto suor. Caso sua dificuldade seja expressar idéias, comece falando sobre algumas delas sem se preocupar com o fato de serem aceitas ou não. O mais importante no momento é agir de modo contrário aos sentimentos de timidez para que convença o seu cérebro de que ela não é a senhora de sua vida;

6) Desenvolva ainda mais a sua fé: “Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” Marcos 4:40.

Jesus não está dizendo que os tímidos não têm fé! Primeiro porque você não tem culpa de ter sido criada (o) com uma base de vergonha; segundo, ser tímido não significa necessariamente falta de confiança em Deus (os “tímidos” que irão se perder, mencionados em Apocalipse 21:8 [Almeida, Revista e Corrigida] são os que tiveram vergonha do evangelho, de Jesus. Não têm nada a ver com o seu tipo de problema!). Estou apenas estimulando-lhe a aumentar a fé (que já tem) para que se sinta ainda mais segura (o) de que o Senhor não permitirá que passe por situações que lhe ridicularizem na frente dos outros. Ao crer que Deus não permite que lhe sobrevenha qualquer prova ou situação de “vergonha” que não possa suportar (1 Coríntios 10:13), sua ansiedade resultante da timidez irá diminuir consideravelmente;

7) Separe um tempo para ler o livro “Curando a Vergonha que Impede de Viver”, de John Bradshaw (editora Rosa dos Tempos). Não concordo com alguns conceitos do autor, mas, no geral, é um ótimo material para este tipo de problema, pois trata da vergonha tóxica. Entendo a origem de sua vergonha e obtendo as dicas deste livro para lidar com ela, sua vida será mais fácil;

8) E, se estas informações que lhe dei não forem suficientes, procure um tratamento profissional para superar essa vergonha venenosa que leva você a se anular por causa da timidez. Lembre-se que Deus pode usar um profissional qualificado para lhe ajudar.

Encare o seu obstáculo (timidez) porque você não está só: “… Seja forte e corajosa (o)! Não fique desanimada (o), nem tenha medo, porque eu, o SENHOR, seu Deus, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!” Josué 1:9 (adaptado).

Portanto, liberte-se e viva de verdade!

Quando um puxão de orelhas se torna necessário

4 de Outubro de 2007

Ninguém gosta de tomar um “puxão de orelhas”, mas, às vezes, é necessário. Se eu não tivesse levado um no último final de semana, não estaria escrevendo este artigo hoje. Vou lhe contar o que houve:

Estive em Uberlândia, MG, na sexta, sábado e domingo, realizando palestras e fazendo uma sessão tira-dúvidas da Bíblia. No final do programa, enquanto me despedia das pessoas na saída, um jovem internauta me cumprimentou e disse: “Leandro, você precisa atualizar mais o seu blog. Acesso-o todos os dias procurando algo novo. Sinto falta”. Fiquei pensativo com esta abordagem do rapaz. Não com a forma como ele falou comigo que, por sinal, foi muito educada. Mas, ao analisar o que senti naquele momento, percebi que o meu egoísmo pode ser uma pedra no meu caminho para impedir que aceite observações construtivas. Parei para pensar que se uma pessoa, com jeito, vem falar conosco e nos sugerir para melhorarmos em alguns pontos, não devemos perder a oportunidade de aprender. É muito bom vermos as reações das pessoas em relação a nós porque isto serve de termômetro para nos auto-avaliarmos.

Isto se aplica em todos os relacionamentos. Se o seu namorado (a), noivo (a) ou cônjuge reclama seguidamente de certa conduta sua, pode ter certeza de que isso poderá ser usado em seu benefício. Ao invés de ficar chateado (a), olhe para tal atitude como uma oportunidade de obter informações preciosas sobre sua pessoa a fim de agir de maneira diferente. Da próxima vez, surpreenda o seu parceiro, prestando atenção (com os olhos, ouvidos, pescoço, etc.) no que ele (a) diz e dê sinais de mudança.

Não estou justificando o comportamento chato de muitas pessoas que só sabem reclamar e olhar os defeitos dos outros. Refiro-me àqueles (as) que, com maturidade, sabem expor o que estão sentindo sem machucar as emoções do (a) que está negligenciando a relação. Deveríamos nos preocupar mais não com o que dizemos (sim, há exceções), mas, como falamos. Se desejar motivar o seu cônjuge a mudar para melhor, siga alguns passos:

1) Fale com o mesmo tom de voz que gostaria que ele (a) falasse com você: “Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas.” Mateus 7:12;

2) Mude a si mesmo (a): “Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho?” Mateus 7:3-4;

O princípio de Jesus é o de que a mudança deve começar em nós para depois auxiliarmos os outros;

3) Não queira mudar o outro, mas, o (a) aceite do jeito que é (claro, há defeitos insuportáveis como um marido mulherengo, por exemplo, ou uma esposa adúltera). Valorize as diferenças porque elas dão um sabor especial à vida conjugal. Se fôssemos iguais, não teria graça alguma…;

Portanto, a você que gosta de dar uns “puxões de orelhas” nas pessoas que gosta, recomendo: puxe devagar, assim como aquele jovem o fez comigo. Por natureza, já não gostamos que nos chamem a atenção; imagine se formos repreendidos de maneira dura. Controle as suas emoções negativas, que não são erradas em si (se tornam pecaminosas quando as manifestamos de modo destrutivo) e saiba dizer o que quer. Converse sobre o que a outra pessoa está fazendo para lhe deixar infeliz. Se aprender a abrir o seu coração de forma honesta sem ferir os sentimentos do outro com palavras duras e de cobrança, você estará cumprindo o propósito de Deus com os relacionamentos: completar aquilo que falta no outro (Gênesis 2:18).

Como podemos evidenciar que aceitamos o puxãozinho de orelhas? Demonstrando em atitudes que queremos mudar. Por isso, vim escrever para você “com a orelha ardida”.

O que mais influencia para o fim de um casamento? Parte 2

6 de Setembro de 2007

Continuando, já atendi pessoas que me disseram: “Leandro, não quero mais ficar casado (ou casada) porque o amor acabou”. Talvez neste momento eu esteja escrevendo para alguém que se encontre nestas condições. Há uma resposta bíblica para o seu problema em 1 Coríntios 13:8, que diz: “O amor jamais acaba…”. “Mas Leandro” – você pode argumentar – “como a Bíblia vai dizer que o amor jamais acaba se eu sinto que não amo mais?”

Permita-me explicar: o amor jamais acaba. São as pessoas que deixam de amar. Repito: o amor jamais acaba. São as pessoas que deixam de amar. De acordo com 1 João 4:8 e 16, Deus é amor. E Ele é eterno! (1 Timóteo 1:17) Se você me disser que o amor acabou, estará indo contra o ensino bíblico de que Deus vive para sempre. Portanto, não foi o amor que acabou: foi você quem deixou de amar.

O Pai celeste tem uma solução para você, que talvez se encontre no dilema de não amar mais o seu cônjuge. Conheço um homem que um dia estava com dúvidas se amava ou não a esposa dele. Estava num impasse: terminar a relação ou pedir ajuda divina. Ele preferiu a segunda opção e, num certo dia, Deus lhe ajudou a encontrar um texto bíblico que falou muito forte ao coração dele: Romanos 5:5. Este verso diz que o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, está disposto a derramar o amor no coração daqueles que pedirem. Depois de ler este texto, ajoelhado e com a Bíblia aberta em cima da cama, ele orou a Deus Espírito Santo da seguinte maneira: “Espírito Santo, quero que cumpra a promessa de Romanos 5:5 e me ajude a amar a minha mulher”.

Qual foi a surpresa dele quando, em pouco tempo, sentiu o coração arder de amor por alguém que ele não amava mais. A oração dele foi atendida em menos de uma semana! Essa experiência provou a ele que Deus, a Fonte de amor, jamais deixará de atender a uma oração dessas.

Não desista do amor. Por mais ferido que o seu coração possa estar Deus tem muitas formas de curar a sua dor. Invista no seu casamento e Ele irá recompensar milagrosamente os seus esforços. Aquele que fez o casamento sabe do que você e seu cônjuge precisam. Recorram a Ele em oração e com carinho o Criador irá ajudá-los a serem felizes juntos e a desfrutarem no lar de vocês um pouquinho das alegrias que desfrutaremos no Céu.

E, seu puder lhe ajudar em alguma coisa, sabe que pode contar comigo.

O que mais influencia para o fim de um casamento? Parte 1

6 de Setembro de 2007

Seriam necessários muitos artigos e livros para comentar sobre um assunto tão complexo como este. No término de um matrimônio estão envolvidas muitas questões sérias, entre elas a indisposição de perseverar na relação, indisposição que pode se originar na família. É no lar que aprendemos os conceitos – bons ou ruins – sobre o casamento e a maneira como proceder diante dos momentos de crise em qualquer tipo de relacionamento.

É claro que existe a questão do livre-arbítrio. Uma pessoa que viveu em um lar estruturado pode escolher o mundo das drogas e da prostituição e assim não se firmar num relacionamento mais sério como o casamento. Em contrapartida, sei de pessoas que viveram num ambiente doméstico que não era dos melhores, mas, de livre e espontânea vontade, escolheram fazer do lar deles um exemplo para a igreja e a sociedade. Portanto, ser feliz numa relação também é uma questão de escolha.

Muitos conselheiros cristãos dizem que num divórcio, sempre a culpa é dos dois. Com todo o respeito a esses colegas e profissionais que admiro, discordo em parte desta afirmação. É claro que nos momentos de crise e de desentendimentos entre dois seres humanos imperfeitos, ambos irão cometer falhas. Mas, em minha opinião, a partir do momento que um dos cônjuges, apesar de suas falhas, pede perdão e decide melhorar – e demonstra isso em atitudes; e o outro, apesar das mudanças positivas do marido ou da mulher não quer mais investir na relação e não corresponde positivamente aos esforços do outro, a culpa pelo divórcio já não é mais dos dois, mas daquele que desistiu.

O que mais influencia no fim de um casamento é falta de Deus no lar e no coração de quem está casado. Quando os dois têm uma compreensão correta do Criador e da santidade que Ele atribui ao casamento; quando investem e decidem ser felizes juntos, crendo que Deus irá ajudá-los a superar todas as dificuldades, dá tudo certo. Agora, se um não quer, nem mesmo Deus irá atuar, pois Ele não desrespeita o livre-arbítrio de ninguém.

Por isso, cada casal deve convidar a Jesus para que apenas Ele seja a “terceira pessoa” que irá fazer parte da relação. Ele é o Conselheiro por excelência e sempre terá uma palavra de ânimo e conselho para nos transmitir por meio da Bíblia e de boas pessoas.

Não creio que o “cair na rotina” seja o maior agravante no fim de um casamento, mas sim a negligência (de um ou dos dois). Se um casal entra na rotina e sente que a relação “perdeu a graça”, porque não se sentam para conversar, orar juntos e fazer um propósito de serem felizes? O bom diálogo e a disposição em “apimentar” a relação de maneira pura e saudável resolveria esse pequeno problema. Conheço um casal que vive junto há quase 30 anos. Nunca os vi sem serem de mãos dadas. Eles namoram como se fossem dois adolescentes. Qual é o segredo? Eles têm a Deus como a terceira pessoa na relação e decidiram juntos satisfazer as necessidades emocionais um do outro. É claro que eles já vivenciaram crises, algo natural entre duas pessoas bem diferentes e que estão passando pelo processo de adaptação enquanto vivem debaixo do mesmo teto. Mas, a diferença está na decisão deles de amar um ao outro. A diferença está em usar, no casamento, mais o pronome pessoal “você” ao invés de usar o pronome pessoal “eu”, que é egoísta por natureza.

No próximo artigo você saberá como voltar a amar o seu cônjuge.

Lute por aqueles que você ama

21 de Agosto de 2007

No último final de semana (dias 17 e 18 de agosto de 2007), estive realizando uma sessão de tira-dúvidas bíblicas na igreja Adventista de Pedras de Maria da Cruz, ao norte de Minas Gerais, a 564 km de Belo Horizonte. Tive o privilégio de me hospedar na casa do senhor Geraldo, homem de fé e que vendeu os poucos bens que possuía para dar uma boa formação profissional ao seu filho que havia saído de casa para morar e estudar na capital mineira.

Enquanto escrevo um pouco sobre a história do amigo “G dentista” (conhecido assim em toda cidade por causa da profissão que exercia há anos atrás), imagino o sofrimento de um pai e uma mãe que se doam para dar o melhor para filhos que acabam não valorizando o que têm, pois desperdiçam a vida em “baladas” e não têm piedade de torrar o dinheiro dos pais matando aulas na faculdade e sendo reprovados mais de uma vez nas mesmas matérias…

Graças a Deus, isso não aconteceu na família de um dos personagens principais desta história. Um de seus filhos decidiu se especializar em próteses dentárias e enquanto ele lutava para se adaptar ao ritmo da grande cidade, dando o seu melhor para terminar o curso, seus pais lutavam em Pedras de Maria da Cruz para ajudar o filho a se manter. O senhor Geraldo e a esposa concordaram em vender alguns bois para ajudar o Júnior e isso se repetiu durante os anos em que ele se preparava para o mercado de trabalho.

Para eu, o momento mais emocionante da história foi quando aquele homem me contou que um dia seu filho precisou de “socorro” e ele se perguntou: “o que vou vender para ajudar meu filho?” “Já sei…” Quando Júnior soube que o pai e a mãe decidiram vender o televisor e a antena parabólica para mandar-lhe dinheiro, chorou muito. Imagino que houve uma mistura de pena dos pais com uma vontade enorme de ir até o fim para honrar aqueles que se sentem honrados por lhe chamarem de filho.

Júnior se formou e em seguida foi trabalhar em um dos melhores laboratórios de próteses da capital. Teve a oportunidade de aprender muito com profissionais experientes e acabou montando o seu próprio laboratório. Ele deu emprego para seus dois irmãos (outro, mora com os pais) e está retribuindo o amor e a dedicação com aqueles que nos momentos de crise venderam o que tinham para mantê-lo estudando.

Ele não só presenteou os pais com um novo televisor e uma antena para que possam assistir ao canal da TV Novo Tempo. Com o esforço e ajuda dos irmãos, fez uma casa para os pais desfrutarem de mais conforto depois de anos de privações. O senhor Geraldo não esperava receber nada em troca. Durante nossa conversa, percebi que a maior gratidão que ele tem é ao Criador, por ter lhe dado a família que tem. O maior presente para “G dentista” é ver os filhos seguindo os caminhos do Deus em que ele sempre confiou e amou.

Sinta-se à vontade, querido (a) internauta, para tirar desta história a lição que seja mais importante para a sua vida. São muitas e elas serão extraídas de acordo com a sua visão de mundo e necessidades atuais. Eu aprendi que quem ama não encontra obstáculos que o impeçam de amar e ajudar e tive a confirmação prática da verdade apresentada no Salmo 126:6: “Aqueles que saíram chorando, levando a semente para semear, voltarão cantando, cheios de alegria, trazendo nos braços os feixes da colheita.” Nova Tradução Na Linguagem de Hoje.

Jamais desista de acreditar e lutar por aqueles a quem ama. E, nunca deixe de acreditar e lutar por você mesmo (a).

O cristão pode sentir medo? Parte 2 de 2

15 de Agosto de 2007

[continuação de ontem]

3) Em seguida, ao sair de casa, respire fundo, olhando para as coisas belas e positivas que estão ao seu redor. Fixe a sua mente em coisas boas, como diz Filipenses 4:8. E, não convença o seu cérebro de que tudo está contra você, pois, do contrário, ele irá acreditar.

4) Faça uso da preceterapia, que é a terapia por meio da oração. Pesquisas têm comprovado que as pessoas que oram têm mais paz mental e vivem mais do que as outras. Fale com Deus sobre todos os seus medos e peça segurança.

5) Se Deus iluminar a sua mente para que procure um bom psicoterapeuta, vá. É muito importante a ajuda profissional em casos de medo patológico. Não sofra só, pois não há necessidade disso.

6) Tenha prazer na Lei do Criador. Obedecer aos Dez Mandamentos de Deus (Êxodo 20:1-17) e aos princípios dEle de saúde nos colocam em harmonia com as leis da natureza e aí iremos prosperar. Avalie e veja se há algo de errado em seu estilo de vida que esteja lhe causando algum transtorno emocional. Em seguida, mude tal comportamento nocivo, em obediência a Deus. Assim, a promessa do Salmo 1:1-3 vai se cumprir em sua vida: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.”

Que promessa maravilhosa para quem tem medo! Deus não deixará que a sua vida murche com uma folha separada do galho da árvore porque você estará ligado à Fonte de Vida: Deus.

7) Coloque mais amor em seu coração. Amor pelas pessoas, pelos animais, pela vida. Quanto mais amor tivermos, menos medo vamos sentir. É o que está escrito em 1 João 4: 18: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.”

O amor de Deus no coração é o melhor de todos os remédios para o medo. Que neste momento a sua vida tenha um brilho todo especial pela coragem que irá adquirir por estar próximo (a) a Deus e por ter sido contagiado (a) pelo amor dEle.

O cristão pode sentir medo? Parte 1 de 2

14 de Agosto de 2007

Existem pelo menos dois tipos de medo:

1) O medo natural, que é uma resposta do organismo para nos avisar que estamos avançando o sinal de perigo. Esse tipo de medo nos protege.

2) E existe também o medo patológico, doentio, que causa sofrimento, doenças de ordem emocional como Síndrome do pânico, fobia social, só para enumerar algumas.

O cristão pode sentir os dois tipos de medo. Se não tiver medo de nada, não saberá fugir ou evitar as circunstâncias de risco que podem ferir a sua integridade. Já o medo doentio, mesmo que não deva fazer parte da vida do crente, não é proibido o crente ter este tipo de temor. Vou explicar:

Todos nós, cristãos ou não, passamos por circunstâncias tristes que marcam negativamente nossas emoções. E num determinado momento da infância, podemos não ter lidado corretamente com as emoções negativas para superar os momentos de tensão e aí, a conseqüência inevitável é desenvolver algum tipo de problema psicológico como a Síndrome do pânico, por exemplo. O medo patológico é uma manifestação externa de um sofrimento interno na mente. É uma forma de o cérebro descarregar o sofrimento e dizer: “não agüento mais”. Esse sintoma é um aviso de que algo não está bem com nossas emoções e de que precisamos de ajuda profissional.

Um cristão não deve sentir vergonha por ter algum problema psicológico ocasionado por algum trauma. Mas, estará sim pecado se não lutar consigo mesmo, com Deus e com a ajuda de um profissional para resolver a sua situação. Deus não quer que negligenciemos nossa saúde emocional.

Vou deixar algumas dicas para a pessoa que tem o medo patológico, o doentio:

1) Lide com seus pensamentos negativos. Se ao sair na rua sente a todo instante que será assaltado, pense consigo mesmo: “tenho a proteção de Deus”. “Não há evidência alguma de que todos os assaltantes do mundo estejam vigiando-me para me prejudicar”.

2) Reflita todos os dias nas palavras do Salmo 27:1: “O SENHOR Deus é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR me livra de todo perigo; não ficarei com medo de ninguém.” Quanto mais promessas bíblicas você recitar para si, mais seguro vai se sentir. Esta de Isaías 41:10 é muito confortante: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” Esse verso bíblico diz que você e eu não precisamos lutar sozinhos contra os nossos medos! Portanto, apegue-se a Deus, Alguém que é superior a você e que tem em Suas mãos o controle da história da humanidade. Ele é capaz de lhe proteger de qualquer tipo de perigo.

Amanhã, disponibilizarei as demais dicas para que possa lidar com o medo. Um abraço e até lá!

“O que” ou “quem” é o foco de sua vida?

6 de Agosto de 2007

É muito bom estar de volta e poder escrever novamente para você, querido (a) amigo (a). Depois de minhas férias, tive de fazer uma pequena cirurgia que me deixou 11 dias no hospital, abaixo de antibiótico, antiflamatório… Foi muito difícil ficar dentro de um quarto todo esse tempo, mas, agradeço a Deus por ter sido bem cuidado e, hoje, poder estar retornando ao trabalho.

Por que será que valorizamos ainda mais a saúde quando a perdemos, quando deveríamos fazer isso antes de adoecermos? Para mim, a melhor resposta é a de Romanos 7:7-24: a tendência que todos temos de fazer o mal, as coisas erradas que nos impedem de ser felizes de verdade. Nos dias em que estive internado pude refletir mais sobre minha vida e conversei com Deus em oração especialmente sobre o tempo que estive dedicando-me ao exercício físico, por exemplo. Pude perceber que o problema para não realizar atividade física (como o fiz no passado – quase joguei futebol profissional) não é a minha “falta de tempo”, pois tive tempo de ficar 11 dias praticamente deitado numa cama. A dificuldade estava naquilo em que eu focava. Minha atenção se voltava para outras coisas e o cuidado do corpo não teve a prioridade merecida.

Sim, costumo me cuidar. Faz 13 anos que adotei um regime ovo-vegetariano, não bebo, não fumo, confio muito em Deus e procuro evitar tudo o que é nocivo. Mas, aprendi que isso não basta se não movimentarmos nossos músculos para ajudar o nosso organismo a trabalhar, inclusive contra a doença – física e\ou emocional.

Não devemos permitir que o capitalismo dite o nosso tempo. Deus nos deu 24 horas para administrar e não é possível que não consigamos uma hora por dia, pelo menos três vezes por semana, para nos exercitarmos. Nossa adoração a Deus depende disso também (Romanos 12:1; 1Coríntios 3:16, 17; 6:19, 20) porque cristianismo não é sinônimo de sedentarismo.

Você e eu somos um todo inseparável. Se um dos aspectos do nosso ser (físico, mental e espiritual) não estiver sendo trabalhado cuidadosamente, iremos adoecer num esforço da natureza de eliminar do nosso organismo aquilo que nos faz mal.

Lembra-se de quando mencionei sobre aquilo que eu mais focava? Nos dias em que estive acamado também pensei sobre a importância de DEUS continuar sendo o foco em minha vida. Se o seu e o meu olhar estiverem fixos nAquele que nunca falha e que jamais nos abandona, não desviaremos os nossos olhos para aquilo que é de pouca ou nenhuma importância. Não correremos desesperadamente atrás do dinheiro (como sendo a coisa mais importante) e iremos viver neste mundo com um propósito definido: servir. Amaremos, seremos amados e viveremos com a esperança de que dias melhores virão porque a garantia está nas promessas que o Criador nos deixou na Bíblia.

O que acha de aproveitar o dia de hoje para meditar sobre a sua vida e ver onde, o que ou quem está sendo o seu foco? Tenho certeza de que você tem tempo.

Você é uma pessoa “tragicamente romântica”? – Parte 2

6 de Julho de 2007

Cíntia não deveria mascarar a dor criando falsos mecanismos de defesa que só irão aliviar momentaneamente o sentimento de rejeição. Se bater de frente com a realidade de que um dia o seu grande amor a deixou; se experimentar de maneira saudável a sua dor, deixando-a sair e buscar a ajuda de Deus para encontrar o equilíbrio mental, não vai demorar a concluir que a vida precisa continuar. Não há alegria em conquistar as afeições de alguém e depois o deixar. Isso é roubo e Deus condenará aqueles que forem ladrões (1 Coríntios 6: 10).

Cíntia precisa agir contrariamente ao seu desejo insaciável de ser amada por vários rapazes, pois a qualidade de um relacionamento vale mais que a quantidade. Ela deve investir num relacionamento promissor e perseverar em amar um só (amar de verdade). Quanto mais tempo permanecer com o seu amor, mais vínculo criará com a pessoa e será bem provável que ela não queira mais viver sem ela.

Quando sentir (ou tiver) que pode ter uma recaída, Cíntia precisa lutar contra ela mesma e decidir novamente amar só um. Ao parar de flertar a todos para se sentir desejada e querida, já terá dado um grande passo para a mudança.

Outra coisa a se fazer é suprir a carência colocando dentro do coração o verdadeiro amor. Aquele amor que vem direto da fonte (1 João 4:8, 16) e que ao ser derramado por Deus em nós (Romanos 5:5) lança fora as coisas ruins.

Diz 1 João 4:18: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” A carência e o desejo incontrolável de conquistar têm como origem o medo (há outros fatores). Medo de ser deixado novamente ou de não ser aceito. Quando Cíntia entender isso e decidir mudar, vai pedir a Deus que coloque no coração dela o perfeito amor que expulsa o medo de não ser amada. A partir deste momento o vazio sairá do coração e verá que a vida não se resume em conquistar a muitos, mas em conquistar e ser conquistada pela mesma pessoa todos os dias.

Portanto, a cura para a Síndrome de Don Juan está em alimentar-se com o amor de Deus. O coração que transborda de amor divino não tem espaço para o EU. É assim que encontramos a verdadeira realização em nossos relacionamentos.

Você é uma pessoa “tragicamente romântica”? – Parte 1

6 de Julho de 2007

Chamarei de Cíntia uma moça que se apaixona com facilidade e vê em cada novo namorado a possibilidade de ser feliz e aceita. Ela já namorou muitos, mas até o momento não descobriu o verdadeiro amor de sua vida e não entende porque não consegue dar certo com os rapazes sendo que ela é bonita, tem independência financeira, é uma pessoa agradável e de bom papo. Gosta de conversar com os homens e até procura se familiarizar com o tipo de conversa deles para parecer ainda mais especial.

Quanto mais ela namora, maior é o vazio. Ela até pensa em se casar um dia, mas, o medo de não poder mais conquistar outra pessoa a atormenta e ela “vai levando assim mesmo”. Ela tenta se iludir achando que não se casou porque “o príncipe dela está reservado por Deus; ele só não apareceu ainda”. E assim, Cíntia continua naquele círculo vicioso de conquistas e perdas. Com o passar dos anos, ela vai colecionado atenções e, o mais grave: coleciona (e machuca) corações. Não há dúvidas: ela é uma pessoa tragicamente romântica.

Talvez você tenha se identificado com todas estas características de Cíntia ou com apenas algumas delas. Se este não for o seu problema de personalidade, não deixe de ler o restante da história. Com certeza, você conhece alguém assim ou poderá cruzar com uma pessoa dessas no seu caminho. Leia para poder ajudar e para saber se defender se necessário.

Você (que passa por isso) e Cíntia não entendem muito bem o porquê de serem assim e uma curiosidade deve estar sendo despertada em você neste momento para saber o que fazer para ser feliz de verdade no amor. Não é coisa simples explicar a origem das falhas que existem em nossa personalidade, mas, com humildade e baseado em minha experiência como um jornalista que ama o aconselhamento espiritual, quero lhe ajudar a entender um pouco o porquê de algumas pessoas serem “excessivamente românticas”.

Cíntia pode ter tido uma desilusão amorosa muito forte e a mente dela criou um mecanismo de “defesa”. Inconscientemente, ela pode estar “dando o troco” e conquistando o coração de um rapaz para se sentir importante, aceita e desejada.

A Síndrome de Don Juan afeta muitas pessoas e tem trazido muita dor para as pessoas que se entregam de coração a um relacionamento. A pessoa com este problema é viciada em seduzir. No próximo artigo darei minha opinião sobre o que Cíntia deveria fazer.

Não seja uma pessoa muito sincera

29 de Maio de 2007

Certa vez, presenciei uma pessoa ferindo os sentimentos de outra. Mas, o pior é que ela se achava “sincera” o suficiente para fazer aquilo. Ela afirmou: “digo tudo na cara porque sou sincera”.

Até que ponto devemos ser sinceros? Até onde nossa sinceridade não trazer dor desnecessária às pessoas. Não devemos confundir sinceridade com descontrole emocional. Enquanto que dizer a verdade constrói e, mesmo que doa um pouco, isso traz crescimento, a falta de domínio nas palavras destrói as emoções e a auto-estima dos outros. Isso é pecado, pois, ferir alguém é ferir o ser que é considerado o templo, morada do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19, 20), a Terceira Pessoa da Divindade. Portanto, machucar as pessoas é agredir o próprio Deus, o Criador e Salvador delas. O texto de 1 Coríntios 3:16, 17 tem uma grave advertência àqueles que destroem “o santuário de Deus”, o corpo, adotando um estilo de vida não saudável. Particularmente, creio que o texto pode ser aplicado também àqueles que destroem “os outros templos do Espírito Santo” com palavras perversas e venenosas.

O problema não é tanto o que se diz, mas, como se fala. Dependendo do tom de voz que usamos e das motivações que temos, a verdade pode se tornar uma mentira e a mentira, em verdade. A forma como você é honesto faz toda a diferença e, se quiser convencer os outros de que suas idéias são as melhores ou que eles precisam melhorar, “tempere” as suas palavras para que elas dêem sabor à vida deles. Se há texto que deve ser levado a sérios nos relacionamentos (e em todos os processos de comunicação) é o de Colossenses 4:6: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saiba como responder a cada um” (Nova Versão Internacional - adaptado).

Por enquanto, o egoísmo ainda faz parte de nossa natureza (em menor ou maior grau). Não há melhor forma de lidar com isso (nos outros) do que sabermos a maneira correta de chegar aos corações. Como? Sendo amigos. Fazemos amizades e influenciamos pessoas quando somos simpáticos com elas, mesmo que pensem diferente de nós e não tenham correspondido a todas as nossas expectativas. Isso não é aceitar comportamentos errados, pelo contrário: é adotar uma atitude bondosa que motive o outro a mudar ou que pelo menos lhe possibilite continuar se relacionando conosco. Percebeu? No fim, sairemos ganhando do mesmo jeito!

Vamos lutar juntos com Deus para sermos sinceros da maneira correta?

“Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” Eclesiastes 7:16.

Se o seu cérebro gritar por socorro, fale sobre você.

21 de Maio de 2007

Para muitos de nós, é extremamente difícil falar sobre o que sentimos.

Imagine uma criança – que pode ter sido você - vivendo em um lar cheio de conflitos. A personalidade dela difere do caráter dos irmãos e isso conta muito na forma como irá lidar com os momentos de tensão. Enquanto que os irmãozinhos sabem dizer aos pais “parem de brigar” ou “não gosto disso”, ela fica quieta. Não é falta de vontade de se expressar, mas, incapacidade (ninguém nasce sabendo) de lidar com a situação de estresse. Até mesmo inconscientemente a criança pode pensar: “se eu falar o que sinto, as brigas podem ficar piores”. E aí, durante toda a sua vida, vai mascarando a sua dor e “aprende” que fugir dos conflitos é a melhor maneira de não sofrer.

Em alguns anos aparecem sintomas. A emoção não exteriorizada de forma saudável (“parem de brigar”; “não gosto disso”) está sobrecarregando o cérebro que, num determinado momento dá o seu “grito de socorro” por meio dos tiques nervosos, depressão, síndrome do pânico, fobia social, obsessões, etc. A pessoa passa também a criar um mundo imaginário onde ela se sente a “melhor”, “mais querida”, “mais capaz de lidar com os problemas” e se acostuma a um padrão de pensamentos obsessivos que na verdade estão lhe tirando a saúde e lhe impedindo de agir corretamente diante das situações de tensão. Todos esses sintomas são uma forma de o cérebro comunicar ao corpo: “não agüento mais tanta pressão!”

E agora? Como mudar toda uma estrutura mental acostumada a fugir dos conflitos para evitar o sofrimento? Não é nada fácil. Isso requer comunhão com o Criador da Mente e, em muitos casos, um tratamento com um bom psicólogo e/ou psiquiatra (para mim, bom psicólogo e bom psiquiatra são aqueles que não lhe afastam de Deus e das verdades dEle).

Vou lhe dar outras sugestões:

1) Reconheça que tem um problema;

2) Bata de frente com a realidade. A dor que sentirá por encarar a verdade sobre você irá lhe machucar um pouco, mas, produzirá a cura. É enfrentando os “fantasmas” do passado que podemos sentir a nossa dor (rir ou chorar quando der vontade) e, assim, vencermos os sintomas. Isso requer tempo, perseverança e paciência. Acima de tudo, confiança em Deus.

3) Acostume-se a ser honesto com o Pai Eterno em relação aos seus sentimentos [poderá ler sobre este tema no blog de minha amiga Marily Sales dos Reis: http://contato-imediato.blogspot.com – “Abrindo o Jogo”] “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Filipenses 4:6. Quando aprendemos a ser honestos conosco e com o Criador, Ele pode atuar nas nossas emoções e nos transformar. A sinceridade sentimental abre a nossa mente para a possibilidade da mudança e nos ajuda a agir para abandonar padrões de comportamento que são errados. Resultado disso: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades [inclusive emocionais!].” Filipenses 4:19.

4) Conviva com pessoas que lhe ajudem a falar dos seus sentimentos. Se aquele (a) com quem namora (ou se casou) lhe dá a possibilidade de falar dos seus traumas, o faça (não estou falando de murmurar), pois tirará um faro de suas costas.

Poderá sentir que está “prejudicando” ou “sobrecarregando” a outra pessoa com seus problemas. Lute contra isso, pois, ninguém é feito (a) de “porcelana” de modo que não possa lhe ouvir e lhe dar uma boa palavra;

5) Purifique a sua imaginação. “A primeira obra dos que desejam reformar-se é purificar a imaginação. Se a mente é guiada em direção viciosa, tem de ser refreada, cultivando só assuntos puros e elevados. Quando tentados a ceder a uma imaginação corrupta, fugi para o trono da graça e orai pedindo forças do Céu. Na força de Deus a imaginação pode ser disciplinada…” ¬– Ellen G. White, Mente Caráter e Personalidade, vol. 2, pág. 595. (Grifo acrescentado).

Isso começa a ser feito, por exemplo, quando gerenciamos nossos pensamentos (Filipenses 4:8) e decidimos não colocar diante dos nossos olhos programas de TV – novelas - que contribuam para alimentar a imaginação doentia e fantasiosa (Provérbios 4:23);

6) Pare de se imaginar como um mártir. Seu cérebro pode se convencer disso e tornar-lhe vítima da sua própria existência;

7) Confronte os pensamentos obsessivos (se os tiver) com a lembrança de que Deus é o seu protetor: “Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.” Salmo 34:4. Quando ficar ansioso e contar o número de quadrinhos que pisa na calçada; quando ler todas as placas de propagandas enquanto viaja ou fazer sinal da cruz – tudo para se sentir mais protegido – lembre-se que Sua vida está (se você entregou a vida a Ele, é claro) nas mãos dAquele que não pode falhar.

Você conseguirá. Comece agora.

Como ser uma pessoa solteira feliz – não por toda a vida [parte 2]

10 de Maio de 2007

Que bom que você acessou o blog novamente para ler a continuação da resposta. Veja a seguir:

5) Pratique exercícios físicos. Seu cérebro produzirá hormônios naturais que lhe darão alegria para viver o tipo de vida que escolheu para o momento;

6) Faça novos amigos. O ser humano não é uma ilha para viver só, rodeado por um oceano de pessoas. A psicologia moderna comprovou que para sermos felizes e resolvermos nossos problemas, precisamos nos relacionar. “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” Provérbios 27:17.

7) E, finalmente, não procure viver sozinho a vida inteira. É uma minoria que consegue ficar sem se casar e ser feliz por toda a vida (especialmente cristãos). Deus estava certo quando disse que “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Ele sabia que chegaria o momento de você amar e ser amado (a), ganhar abraços todos os dias, elogios, carinhos e beijos na boca e que uma vida sexual saudável e satisfatória (1 Coríntios 7:3-5) lhe faria muito bem. A satisfação sexual é possível dentro do contexto de casamento, pois é esta relação a dois que dá aquele senso de segurança e de pertencer a alguém (Gênesis 2:24), indispensáveis para um bom relacionamento.

Se quiser permanecer solteiro (a) e sem sexo, Deus respeitará a sua decisão (Mateus 19:12). Mas, se não se dominar, vale lembrar o conselho do escritor Paulo: “Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo”. 1 Coríntios 7:9.

É claro que você jamais irá contrair matrimônio só por causa do sexo. A escolha do companheiro (a) de vida é a segunda coisa mais importante (minha opinião) a se fazer (a primeira é seguir a Jesus Cristo) e uma série de fatores (até mais importantes) precisa ser levada em conta. Além disso, é necessário aprendermos a nos dominar enquanto solteiros para que tenhamos domínio próprio depois de casados.

Deus respeita o seu tempo e as suas escolhas. Não se preocupe com o que os outros pensam por você não fazer parte do time dos casados. Seja honesto (a) em relação aos seus sentimentos e obterá a cura para as suas emoções, caso algum relacionamento passado tenha lhe ferido.

Nota: se quiser saber como ser mais honesto (a) com Deus em relação aos seus sentimentos, leia o artigo “Abrindo o Jogo”, acesse: http://contato-imediato.blogspot.com

Como ser uma pessoa solteira feliz – não por toda a vida [parte 1]

9 de Maio de 2007

Não é fácil, para quem quer ser solteiro, ter que ouvir em cada comemoração de aniversário o famoso: “com quem será, com quem será, com quem será quem fulano vai casar?…” Aqueles que decidem investir em outros aspectos da vida, são motivo de gozação entre os colegas e muitos têm tido uma vida de constante ansiedade por se sentirem pressionados pelo grupo a namorar e casar.

Não vou defender o celibato, que não é uma obrigação bíblica (Paulo mesmo disse que os bispos poderiam se casar – ver 1 Timóteo 3:2), mas dar algumas dicas para aqueles que querem ser solteiros felizes:

1) Não caia na pilha dos amigos e, ao mesmo tempo, não fique com raiva deles. Dificilmente aquela pessoa insistente, que de todas as formas quer lhe arrumar um casamento, quer o seu mal. Como ela não se sente bem só, imagina que as mesmas carências delas são as suas e, por isso, quer “lhe ver bem”;

2) Estabeleça limites em seus relacionamentos. Ao mesmo tempo em que não será aquela pessoa chata “com quem não dá para brincar”, procure demarcar até onde as pessoas poderão chegar com as brincadeiras delas, para que a sua integridade não seja ferida. Dizer: “eu não quero este tipo de brincadeira” não é ser rude se você deixar claro que está colocando limites para o bem da relação com os próprios amigos;

3) Saiba o porquê você quer permanecer solteiro. Faça uma auto-análise a fim de descobrir as razões que o (a) levaram a querer ficar só. Mas, cuidado: seja sincero (a) com você mesmo (a). Se perceber que a sua decisão é mais uma fuga dos seus traumas, medo de uma nova relação e não uma opção de vida busque ajuda psicológica. Não mascare o seu problema, mas, bata de frente com os seus “fantasmas” do passado e assim conseguirá espantá-los.

Deus pode atuar na sua vida e lhe ajudar a ser feliz na companhia das pessoas, mesmo que isso lhe pareça impossível no momento.

4) Faça a sua agenda pessoal e peça a Deus que lhe ajude a cumpri-la. Anote quais são as suas prioridades, tenha projetos, cultive sonhos e corra atrás deles até os alcançar. Este envolvimento evitará que demore a sua mente no assunto “namoro” ou “casamento” antes da sua hora.

Amanhã disponibilizarei a segunda e última parte do artigo. Um abraço e até lá!